Vontade de dar um rolé

Caraca! Já estou ficando meio passado.

Semana passada, no domingo, fui para o Eixão Norte de manhã para o rolé familiar do final de semana.

Cheguei cedo, antes da maioria da galera, e andei o máximo que consegui. Mas como assim o máximo que consegui? Estava com uma viagem marcada para o começo da tarde, então não pude ficar o tempo que queria, mas somente o tempo que podia.

Saí de lá do Eixão direto para o aeroporto, e fui para Vitória e Belo Horizonte. Dois dias em cada cidade, sendo que o tempo inteiro tinha reuniões de trabalho. Dessa maneira, mesmo que quisesse (e eu queria), não tinha tempo para andar no carrinho.

Em Vitória cheguei a ver uma mini-rampa que parecia bem feita à distância. Além dessa, já indo embora para o aeroporto, na hora de ir embora, passei por uma outra pista, que tinha uma mini-rampa, parecendo ter uma spine e uma pequena área de street. Também parecia bem feita, mas sem ninguém aproveitando do lugar. Em Belo Horizonte nem cheguei a ver algum lugar para andar de skate, então a vontade ficou esquecida em algum canto da cabeça.

Voltei para Brasília na quinta à noite, então não houve como nem pensar em skate! Pensei: amanhã, não tenho dúvidas, vou tirar o atraso!

Grande engano!!!!

Na sexta feira Raquel já tinha combinado com Júlia que iríamos, os três, para a festa junina na escola da Júlia. E tem sempre a preferência, sem dúvida. Afinal, filhos sempre têm a preferência, pelo menos para mim.

Além disso, na hora do almoço recebi um email onde o dono do apartamento onde moro me pediu o mesmo de volta. E o que significa isso no meio de uma postagem sobre vontade de dar um rolé? Simples: o rolé do final de semana foi dispensado para a procura de um novo lugar para morar!

AAAAAAAAARRRRRRGH!!!!!!!!!!!

Hoje ainda não vai ser dia de rolé, pois é aniversário da Júlia! Mais um dia que vou, com prazer, deixar meu rolé de lado.

Amanhã, porém, não consigo pensar em não ir ao Drop da Lua, evento organizado pelos LongBrothers, que eu quero ir de qualquer maneira. Bom, veremos amanhã!

Antes do rolé

Outro dia desses foi dia de rolé! Na verdade quase todo dia é dia de rolé, que é muito bom depois do trabalho. Um relaxante de primeira, retirando qualquer stress que possa existir.

Como sempre saí do trabalho e fui direto para o parque, onde normalmente vou andar de carrinho nos dias de semana. Lá cheguei na hora de sempre, com uma diferença: a vontade de tirar água do joelho estava grande.

Ao chegar resolvi colocar o equipamento de segurança antes de procurar um banheiro. Só esta espera já começou a apertar as coisas. Terminei o mais rápido possível e saí já em cima do skate em direção do banheiro.

Cheguei, entrei e fui rapidinho tirar a água do joelho. Um problema surgiu do nada: a bexiga estava tão cheia que a vontade não era mais só de tirar água do joelho. A pressão da bexiga comprimiu o intestino, e isso empurrou o barro pra baixo. E empurrou de tal maneira que o urubu na mesma hora começou a bicar a cueca.

Logo aqui?????

Percebi logo que não teria tempo de ir pro carro, dirigir até em casa, subir as escadas, abrir as portas e chegar no banheiro. Vai ter que ser aqui.

Entrei no reservado e já fui baixando a bermuda.

Ter colocado a joelheira se mostrou ter sido uma bela decisão: elas seguraram a bermuda que assim não caíram até o chão, que não tenho idéia da condição de limpeza.

Dei um jeito de ficar sentado no ar pra não encostar a bunda naquela incógnita que era o vaso, e aí reparei que existia um belo rolo de papel higiênico de boa qualidade me esperando. Ufa! Alívio!!!

A quantidade e o odor me impressionaram. Fazia muito tempo que não obrava tanto, e a catinga me deixou com vontade de sair correndo dali. Ufa! Sobrevivi!

Na hora de sair, abri a porta do reservado e vi, em pé à porta do banheiro, um rapaz, que passava a mão no nariz como quem quer espantar o mau cheiro. Não me contive e soltei uma gargalhada e disse:

– Toma cuidado, amigo, que eu tornei o banheiro inutilizável!

Ele também riu e respondeu à altura:

– Se estivesse cheiroso é que eu estranharia!!!

Com isso eu saí rindo muito, enquanto o rapaz entrava pra satisfazer suas necessidades. E lá fui eu, feliz da vida dar o meu rolé, bem mais leve do que na hora que cheguei.

Rolé do domingão

Domingão é dia de Eixão!

Já está virando padrão nos domingos ir encontrar com a galera dos LongBrothers no final do Eixão Norte. O lugar é massa, e a galera mais ainda.

São cerca de 750 metros de descida não muito íngreme, mas que permitem uma velô considerável e um rolé de primeiríssima pra quem curte um carving. Como a pista tem sete faixas de rolagem (3 em cada sentido mais a central que não é usada pelos carro) fica muito bom para ficar no surf style e ficar cavando pela pista toda.

Quem não conhece pode perguntar: se tem seis pista usadas por carros e só uma que não é, como assim ficar cavando pela pista toda?

Aí vem a beleza do domingão no Eixão! Já fazem alguns anos que o Eixão tem o trânsito interrompido aos domingos das seis da manhã até seis da tarde para que a população o use para lazer. Corridas, patins, bicicletas, crianças brincando, pessoas com seus cães, e claro, skate!!!!

O Eixão todo é usado, em todos os seus quase 16 km de extensão! De uns dois meses pra cá os LongBrothers começaram a chamar a galera, cada um convidando seus conhecidos, e falando com outros skatistas nas ruas que o final da Asa Norte era o pico pra todo mundo ir nos domingos.

Não deu outra: estamos reunindo sempre mais de 50 pessoas andando no carrinho no local, e nos intervalos o papo rola solto e leve.

Hoje não pude ficar muito tempo porque estava de viagem marcada, então tive que sair cedo. Estou escrevendo esse texto no aeroporto do Galeão, enquanto espero o segundo vôo do dia, indo pra Vitória.

No rolé de hoje quase aconteceu um acidente: um rapaz começou o drop sozinho, e não sei bem porque foi descendo em linha reta a ladeira. Grande erro!

O cara pegou uma velô e deve ter ficado desesperado, já que dava pra ver que ele não é grande conhecedor da arte do speed: ele desceu o tempo todo em pé, com os braços abertos enquanto o skate ganhava velocidades perdia equilíbrio, começando a balançar para os lados no final da ladeira.

Estávamos, Daniel, David e eu subindo caminhando depois de um drop quando vimos o carinha já no meio da ladeira voando baixo. Pensamos que ele ia repetir o feito do César que desceu do mesmo jeito e, pra não ir parar no meio dos carros acabou caindo e se ralando todo.

Bom, não é que ele segurou a onda e foi até onde a ladeira termina, já com carros passado ao lado, mas numa velocidade que permitia pular do skate em segurança.

Depois ele falou que tinha Duda sem querer. Porra! Isso é óbvio! Ninguém desce do jeito que ele desceu por querer!!!!!

Escrevi isso no Rio, no aeroporto e não tenho a menor idéia de quando será publicado. Um dia!

Lugar comum

Quase todos os dias saio do trampo e vou para o Parque da Cidade. Objetivo? O rolé diário, aquele que tô sempre na fissura.

Aconteceu ontem, por volta das 5:00 da tarde. Não tinha nada mais pra fazer, a não ser matar o tempo, e, como vou viajar amanhã e vou ficar a semana toda sem andar no carrinho, a fissura tava grande.

Não tive dúvida! Desliguei o computador e saí vazado, direto para o Parque, onde fiquei quase uma hora e meia andando. De novo tirei uma foto bem no começo do rolé, mostrando o pôr do sol, que estava muito bonito. A foto não ficou tão boa, mas de qualquer maneira, aqui vai ela:

Outro por do sol no Parque

Andei muito, e a única coisa que não foi muito boa foi que os rolamentos do carrinho estavam muito sujos, e com isso as rodinhas estavam meio que prendendo, não permitindo que a velô chegasse no top.

Hoje de manhã, assim que pude, fui na OverStreet pra dar uma geral, e deixar o carrinho do jeito que ele gosta. Saí da Overstreet pensando no que fazer, e não demorei nem 1 minuto pra decidir: Parque da Cidade!

Mais duas horas de skate, hoje sem parar pra nem pra conversar. As poucas pessoas que encontrei estavam em movimento no mesmo sentido que eu, ou seja, a pouca conversa que aconteceu foi em cima do skate, tendo no máximo diminuído a velocidade, já que ninguém gosta de bater papo na hora que a velô pega firme.

Agora à tarde a vontade é de ir de novo pro Parque, mas não vai ser possível: tenho outras coisas a fazer que não podem ser adiadas nem deixadas de lado. Amanhã é dia da outra paixão de skate: Eixão Norte.

Assim essa semana não vai ter rolé no Parque, a não ser no finalzinho da semana, sexta feira, isso se eu realmente conseguir voltar na quinta.

Parque da Cidade

Se tem um lugar onde tenho muito prazer em dar um rolé é o Parque da Cidade.

É um local muito light, onde qualquer um que saiba um pouco de skate consegue se divertir.

Ao mesmo tempo, aqueles que já são mais chegados ao carrinho conseguem, em certos locais do parque, atingir velocidades consideráveis e algumas manobras radicais. Não é meu caso, que fico mais para o lado light dos rolés.

Uma das coisas realmente boas desse rolé é o visual que quase sempre se tem. Um exemplo foi hoje, que saí do trabalho um pouco mais cedo, chegando no parque cerca de 5:30. Logo após começar a andar, cerca de 15 minutos depois, tirei essa foto do pôr do sol:

Por do sol no Parque

Está longe de ser a melhor foto de pôr do sol que já tirei, e está absurdamente longe de ser a melhor foto desse horário que já vi. Mas serve perfeitamente para ilustrar o astral do rolé.

Hoje ainda foi legal porque encontrei com colegas de skate já quase no final do rolé, e levamos um papo muito bacana. Realmente valeu o final de tarde!