Domingão é dia de Eixão!
Já está virando padrão nos domingos ir encontrar com a galera dos LongBrothers no final do Eixão Norte. O lugar é massa, e a galera mais ainda.
São cerca de 750 metros de descida não muito íngreme, mas que permitem uma velô considerável e um rolé de primeiríssima pra quem curte um carving. Como a pista tem sete faixas de rolagem (3 em cada sentido mais a central que não é usada pelos carro) fica muito bom para ficar no surf style e ficar cavando pela pista toda.
Quem não conhece pode perguntar: se tem seis pista usadas por carros e só uma que não é, como assim ficar cavando pela pista toda?
Aí vem a beleza do domingão no Eixão! Já fazem alguns anos que o Eixão tem o trânsito interrompido aos domingos das seis da manhã até seis da tarde para que a população o use para lazer. Corridas, patins, bicicletas, crianças brincando, pessoas com seus cães, e claro, skate!!!!
O Eixão todo é usado, em todos os seus quase 16 km de extensão! De uns dois meses pra cá os LongBrothers começaram a chamar a galera, cada um convidando seus conhecidos, e falando com outros skatistas nas ruas que o final da Asa Norte era o pico pra todo mundo ir nos domingos.
Não deu outra: estamos reunindo sempre mais de 50 pessoas andando no carrinho no local, e nos intervalos o papo rola solto e leve.
Hoje não pude ficar muito tempo porque estava de viagem marcada, então tive que sair cedo. Estou escrevendo esse texto no aeroporto do Galeão, enquanto espero o segundo vôo do dia, indo pra Vitória.
No rolé de hoje quase aconteceu um acidente: um rapaz começou o drop sozinho, e não sei bem porque foi descendo em linha reta a ladeira. Grande erro!
O cara pegou uma velô e deve ter ficado desesperado, já que dava pra ver que ele não é grande conhecedor da arte do speed: ele desceu o tempo todo em pé, com os braços abertos enquanto o skate ganhava velocidades perdia equilíbrio, começando a balançar para os lados no final da ladeira.
Estávamos, Daniel, David e eu subindo caminhando depois de um drop quando vimos o carinha já no meio da ladeira voando baixo. Pensamos que ele ia repetir o feito do César que desceu do mesmo jeito e, pra não ir parar no meio dos carros acabou caindo e se ralando todo.
Bom, não é que ele segurou a onda e foi até onde a ladeira termina, já com carros passado ao lado, mas numa velocidade que permitia pular do skate em segurança.
Depois ele falou que tinha Duda sem querer. Porra! Isso é óbvio! Ninguém desce do jeito que ele desceu por querer!!!!!
Escrevi isso no Rio, no aeroporto e não tenho a menor idéia de quando será publicado. Um dia!
